Nuestra America II: Ensaios históricos, políticos e culturais
Sinopse
Cabe a nós, intelectuais da História, destruir mitos, delírios e fantasias narrativas. O compromisso do historiador é estar do lado da verdade, do fato empírico, da evidência comprovável. Pois, mesmo que, no campo da História, a verdade possa ter seu sentido colocado em disputa em função de visões divergentes ou relativizações (tão comuns na pós-modernidade) “existe um terreno em que o verdadeiro simplesmente opõe-se ao falso, independentemente de qualquer interpretação”, como já disse o historiador Pierre Vidal Naquet. E o lado da verdade, frequentemente, é o lado dos esquecidos, dos ninguéns, dos despossuídos. Daqueles que, historicamente, não tiveram nem têm assegurados seus direitos, sua liberdade ou sua justiça. Segundo o escritor Edward Said, estes três são os princípios universais que devem estruturar o devir do intelectual. Como tal, o historiador consciente de sua função deve assumir essa tarefa da busca da verdade obliterada e, ao fazê-lo, inevitavelmente há de confrontar os poderes, ortodoxias, dogmas e violações aos direitos mais elementares da humanidade.
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